Discussom: Beneficia a Galiza a independencia de Catalunya?

Por favor, escrevam razonadamente a sua resposta.

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√Ā Galiza como ente intemporal e inating√≠vel, nem a beneficia nem a perjudica.
√Ā Galicia dos gayegos beneficia enormemente. Eles j√° dizem que Galicia non √© Catalu√Īa e, quando superem dentro de quatro d√≠as a perrenchi√Īa por terlles ardido o galp√≥n, seguir√£o a trilha de negar e destruir seu pa√≠s para ser espanhois, espanhois e muito espanhois.
√Ā sua quest√£o n√£o posso responder de modo mais razonado :stuck_out_tongue:

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Acho que a pergunta √©: espertar√° alguem quando Catalunya se vaia ou logre um estatuto melhor, ou seguir√° a maior parte dos gayegos na inopia absoluta. E nesta inopia, incl√ļo grande parte do galeguismo, incapaz de entender, que nom apoiar, o proces catalam.

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Bom. Acho que h√° dous fatos que se produziram na Catalunya que deveram chamar a aten√ß√£o de ‚Äúgrande parte do galeguismo‚ÄĚ
-A constru√ß√£o duma alternativa social nacional ponto. (Nem ‚Äúpopular‚ÄĚ, nem proletaria, nem burguesa, nem hamburguesa) que seja alternativa a Espanha
-O trabalho cultural de décadas orientado á toda a sociedade para a toma de conciência nacional e da necesidade existencial da soberanía.
Abandonar o resistencialismo e tomar a iniciativa cultural e construir uma alternativa pol√≠tica nacional (mesmo que cada partidinho fa√ßa suas cousinhas por seu lado) s√£o duas tarefas que, olhando arredor, acho imposiveis. Aqu√≠ gostamos mais de fazer revolu√ß√£o em nossa eira, falar para os nossos e p√īr marcos e valos para estar bem defendidinhos em nossas aldeinhas. A ver, ho! Daime canha! :stuck_out_tongue:

Acho que culturalmente pouco se pode facer m√°is. A cultura de base (teatro, m√ļsica tradicional, etc‚Ķ) √© xa toda galega. O problema √© que tem que competir con o mainstream: toda a trangalhada que importamos polos medios de comunica√ßom masivos, tanto desde Ianquilandia como de Madr√≠. Contra isso √© practicamente impos√≠bel loitar.

√Č no tema pol√≠tico, no que m√°is se demostra que o PP √© um partido alheio e colonizador √© na s√ļa unidade, sem fisuras, pase o que pase. √Čsa gente nom pode ser galega.

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Ola, primeira vez que escrevo cá. Vejo muito que melhorar em um lado como no outro. Se calhar sobram muitos Novidades Carmencita e faltam mais Boyanka Kostova. Se nom há chonis indepes a culpa é nossa, nom de Espanha. A melhor forma de luitar contra o mainstream é fazer mainstream galego, que as bandas galegas fagam cançons de amor parvo e no cinema menos mandanga contemplativa que ganhe em Locarno pero nom veja ninguem e mais cinema de acçom com diálogos brutos que é o que a gente consome (tenhamos em conta o que gosta da TVG). O teatro só é uma forma máis de atraer à burguesia e acho que esse trabalho já está bem encaminhado.

Do ponto de vista pol√≠tico a li√ßom catal√° de momento nom se pode aplicar aqu√≠ porque nom h√° espa√ßos galegos e nom sect√°rios. Ningu√©m acredita na possibilidade de haver uma direita realmente galega. Lembro perfectamente um dirigente de microorganiza√ßom galega botando a V√°zquez Pad√≠n f√≥ra dum debate sobre autodetermina√ßom por ser este capitalista. Assim anda o ghicho pactando com o PP em T√ļi. Falta fe.

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Benefícia.
Isso além de que a autodeterminação é assunto deles.

Bem-vindo.
Com certeza que h√° tecido cultural de base galego e em galego. Mas √© resistencialista e dependente das subven√ß√Ķes da cultura riquinha. Logicamente, √© in√ļtil fazer fronte ao mainstream. O que compre e incorporar a cultura galega a ele e sair dessa aldeia da Galia na que muitos acham um espa√ßo de comodidade mentres cheguem os dinheiros p√ļblicos.
Com todo l√° arriba estava a falar da cultura em senso amplo (alem das manifesta√ß√Ķes culturais), da crea√ß√£o de conci√™ncia soberanista (a trav√©s de todos os soportes culturais) des-criminalizar a ideia de que a indeped√™ncia, a capacidade de decidir sobre o nosso destino como povo, √© algo que s√≥ interessa ao nacionalismo; embora, √© algo que interessa √° na√ß√£o: qualquer um pode compreender que a uni√£o com Europa n√£o ser√≠a a mesma para o pa√≠s negociada por Galiza, que a que resultou de ser negociada por Espanha: destrui√ß√£o da nossa econom√≠a para ser reconvertidos numa planta√ß√£o eucalipteira turistificada‚Ķnegociada por gayegos ser√≠a mesmo pior :stuck_out_tongue:

Efectivamente há que superar essa mentalidade. Comprendo e respeito o trabalho sério que há nesse sentido. O ponto era simplesmente que na Catalunha ve-se uma transversalidade tal que uma maioria de cidadans ambivalentes que dizem pertencer as naçons espanhola e catalá apostam pelo soberanismo. Cá estamos a anos luz.

Respondendo à pergunta inicial da qual me desviei, beneficia-nos um novo estado cujos cidadáns comprendem em boa medida a nossa situaçom e que oferecerá para todos os galegos e para sempre um contraste inapelável.

Falando de incendios…ou era de Catalunya?..da Galiza?

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Plus, the idea that Spain is a uniform country is a myth. The Catalans and the Basque country and Galicia have their own culture and language and Catalonia has always been the most open to the world, things have usually started there
http://www.pamelaandersonfoundation.org/news/2017/11/6/catalonia

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Hostias! Semelha que já começamos a beneficiar-nos
O desafío soberanista galego provoca fugida de empresas :open_mouth:

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