Entrega do Prémio Meendinho 2020 e 2021

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Espanha retratada, a nossa cultura nada interessa a eles:

O nosso Património Imaterial, esteve para ser reconhecido no 2005, 2008 e 2015 e isso leva-nos a dar o prémio a Ponte nas Ondas, pola segunda importante razão que deve ser bem elucidada, pois eles sem pretendé-lo em nenhum caso, põem de relevo o caráter étnico no comportamento do estado, e como este age sempre em função de interesses que entendem que correspondem a etnia dominante, a castelhana e a sua dominação e imposição sobre as outras do estado.

Como todo projeto transfronteiriço necessita que ajam mais estados que um, e Portugal assumiu o reto de pôr em relevo o seu património imaterial, é dizer o que é nosso também, por serem comuns; e uma vez e outra, a questão esteve nas cimeiras ibéricas e por isso nunca desapareceu da agenda o projeto. Porém o comportamento da Espanha foi sempre o boicote ao projeto, “pois Galiza é Espanha e Portugal não”, e o que houver de comum a eles (a Espanha) não interessa. E essa posição de Espanha é comum com independência do tipo de governo que haja, da linha progressista ou reacionária que tiverem.

Em 2005 o governo Zapatero, que dera muitas boas palavras, porém chegado o caso, tiraram da gaveta outro assuntinho e pediram retirar este, por achar que não era bem amadurecido. No 2008, com governo Psoe-Bloco na Galiza, as garantias que deram em todos os fóruns foram salientáveis, mas chegado o caso, retiraram o apoio ao projeto e defenderam que o Património que deveria ter proteção era o Flamenco.

Desde o 2009 os projetos transfronteiriços já não precisam de avaliação na sede da Unesco em Paris, é suficiente com que os estados o impulsionarem. Portugal no 2013 conseguiu o compromisso do governo Rajoi de apoiar este projeto, No 2015 ia ser levado a cabo, mas Espanha realizou todo tipo de trapaçarias para incumprir a palavra dada ao outro estado ibérico e parceiro na União Europeia, convertendo o projeto em 2015 em águas de bacalhau.

Agora temos um governo no estado espanhol do Psoe com a asa progressista da esquerda, o Podemos, e Portugal de novo conseguiu levar o assunto a cimeira ibérica para que o Património fosse aprovado no 2022. O Sanchez grande manipulador e prestigiador político, diz que sim, mas pouco tardaram em modificar a proposta, propondo que a Associação transfronteiriça Ponte nas Ondas, fosse o alvo a ser declarada Património Cultural Comum transfronteiriço, mas isso sim, sem que se pudesse reconhecer nem uma vírgula do Património Cultural Comum galego-português, por entenderem que isso vai contra o ser da Espanha (é dizer, da Imposição da etnia castelhana sobre as outras), e tentando assim deste jeito que Portugal deixe de maçar com isso do Património Imaterial Comum. Já vocês tem um reconhecimento transfronteiriço com a Galiza